
03/10/2026
Diversidade e os novos caminhos do trabalho são assunto no último dia do CONGREGARH
Especialistas refletem sobre o papel das pessoas na construção de um futuro humano, inclusivo e preparado para as transformações no trabalho
Ler mais →16/07/2026

Rafael Martins apresentou caminhos para que empresas avancem no uso da tecnologia com método, governança e foco nas necessidades reais do negócio.
A velocidade das transformações provocadas pela inteligência artificial e seus efeitos sobre as organizações pautaram a edição do Café Conosco realizada pela ABRH-RS em 16 de julho, na Flowork, em Porto Alegre. Com o tema “Engolido pela IA: sobreviva à maior virada do século”, o encontro recebeu Rafael Martins, CEO e cofundador da Share.
A programação foi conduzida por Carla Thomé, diretora voluntária da ABRH-RS e integrante da curadoria do Café Conosco. Na abertura, Gerson, diretor de Relações Institucionais da entidade, apresentou informações sobre o CONGREGARH 2026 e convidou o público a acompanhar a construção do congresso.
Diante de uma plateia que lotou o espaço, Rafael abordou a sensação de desorientação gerada pela quantidade de ferramentas, atualizações e novas possibilidades associadas à inteligência artificial. Segundo ele, a adoção acelerada exige uma análise criteriosa sobre quais aplicações geram valor e quais apenas ampliam o volume de iniciativas sem finalidade definida.
O palestrante destacou que a inteligência artificial já alcança diferentes áreas das organizações e interfere diretamente na forma como as atividades são distribuídas. Em vez de observar apenas cargos ou profissões, a proposta é analisar cada fluxo de trabalho, identificar tarefas repetitivas e avaliar onde a tecnologia pode ampliar a capacidade das equipes.
“A revolução da IA não começa na TI. Ela começa no RH.”
Rafael Martins
Para Rafael, a tecnologia inaugura uma nova lógica de trabalho, o que coloca a gestão de pessoas no centro das decisões sobre capacitação, responsabilidades, governança e redesenho de funções.
Durante a apresentação, ele mostrou diferentes níveis de maturidade no uso da inteligência artificial: do uso cotidiano de modelos como ChatGPT, Claude e Gemini à criação de assistentes treinados com informações da empresa e à integração de ferramentas em processos automatizados.
Casos apresentados demonstraram como essa integração pode reduzir prazos e reorganizar processos. Em um exemplo, a automação da elaboração de propostas comerciais diminuiu de 12 dias para poucos minutos o tempo necessário entre o preenchimento de um formulário e o envio do documento ao cliente.
O palestrante também chamou atenção para a importância do letramento em inteligência artificial. A implementação precisa começar pela compreensão coletiva das capacidades, dos limites e dos riscos das ferramentas, para que lideranças e equipes estabeleçam critérios e discutam aplicações concretas.
A edição reforçou a proposta do Café Conosco de aproximar profissionais de gestão de pessoas de temas que já influenciam as decisões organizacionais e de construir respostas compatíveis com o contexto de cada empresa.